quinta-feira, 8 de abril de 2010

Amor de verdade

Amor de verdade

Li em Deus que esse amor que a gente sente é sentimento impróprio,
ou próprio da gente, desviado e errado.
É, simples assim: errado!

Errado por não ser eterno.
Errado por não ser perfeito.
Errado por ser complicado e tão irreal!

E a gente...
A gente queria que fosse tão mais...
Queria que fosse perfeito e que imprimisse na gente o efeito
de borboletas voando sem pressa,
de milagre acontecendo sem reza,
de dia que amanhece sem que a lua tenha que partir.

Mas não.

O amor de verdade...
ah... esse é diferente...
Deus quem disse!

Não é caliente, é neutro.
Não é ardente, é silente.
Não é explosivo, é sereno.
Não é finito, é eterno.
Não é nosso, assim, eu e você;
é nosso, assim, de todo mundo!

E assim, amemo-nos uns aos outros e encontraremos o amor verdadeiro!
Precisamos crescer na escala do progresso,
abandonando o materialismo em todas as suas formas,
eliminando o egoismo, o egocentrismo,
caminhando em direção ao Sol!

O amor de mentirinha, aquele entre duas pessoas,
aquele em que predomina a propriedade consentida entre pessoas;
aquele em que um se omite pelo outro;
aquele em que o outro se desfaz pelo um;
aquele amor tolo, bobo e romântico...
É pura perda de tempo!
É falta de evolução!

Mas mesmo crendo em tudo isso,
Que a Terra me aguente por mais alguns séculos e que
eu a aguente por toda a eternidade, se for preciso,
mas preciso mesmo é viver
desse amor para viver!

Um comentário:

  1. Foi suave e divertido ler isso. Mas carregado de verdades...

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